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Osteoma do Crânio
Conduta
Técnica de ressecção


Autores: Pedro Péricles Ribeiro Baptista, Davi Gabriel Bellan, Felipe Augusto Ribeiro Batista, German Eduardo Garcia Superlano

Atenção: clique nas imagens para ampliar, use o mouse para zoom.

 

Paciente feminina, 48 anos de idade, com tumor na fronte havia três anos. Refere aparecimento lento e progressivo, indolor, que dificulta apenas a estética. Não observou crescimento no último ano. Lesão nodular, dura, aderiada a planos profundos, com aproximadamente três centímetros de diâmetro. As figuras 1, 2 e 3 ilustram o aspecto clínico da lesão e as figuras 4 e 5 mostram o aspecto radiográfico da imagem.

Figura 1: Nódulo firme, saliente, na base de implantação do cabelo. Figura 2: Visão de perfil. Figura 3: Paciente com o penteado encobrindo a lesão.
Figura 4: Radiografia do crânio com lesão nodular, densa, homogênea, na calota. Figura 5: Detalhe da lesão de condensação óssea.

Para documentar melhor estas imagens, realizamos uma tomografia computadorizada (Figuras 6,7,8 e 9).

Figura 6: Tomografia axial do crânio com lesão acometendo as duas tábuas, com abaulamento maior da cortical externa. Figura 7: Tomografia coronal mostrando que a lesão atinge apenas a cortical externa. Figura 8: Tomografia com reconstrução em corte coronal, confirmando a íntima relação com a cortical externa.
Figura 9: Reconstrução tomográfica em 3 dimensões da lesão do crânio.

A análise da história, quadro clínico e imagens de uma lesão homogênea, compacta, com limites precisos, produtora de osso maduro permitiu o diagnóstico de osteoma, realizando-se a ressecção desta lesão por indicação estética. A cirurgia foi realizada sob anestesia geral e infiltração local, para diminuir o sangramento (figuras 10 à 20).

Figura 10: Tricotomia e planejamento da incisão cirúrgica.
Figura 11: Assepsia e antissepsia, com colocação de campo plástico.

Figura 12: Infiltração local com anestésico com vaso constritor.
Figura 13: Incisão, hemostasia e descolamento do periósteo.

Figura 14: Ostectomia com formão.
Figura 15: Superfície cruenta do leito operatório.

Figura 16: Regularização com serra elétrica.
Figura 17: Aplanamento com formão.

Ostectomia com serra eletrica
 

A Serra elétrica não se mostrou como o instrumento mais adequado para a realização da ostectomia e regularização, como podemos observar. Isto foi melhor executado com o formão (figura 17).

Figura 18: Leito cirúrgico regularizado, sem saliências.
Figura 19: Fragmentos do osteoma ressecado.

Figura 20: Pós operatório imediato.

 

     

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          Autor : Prof. Dr. Pedro Péricles Ribeiro Baptista

                      Oncocirurgia Ortopédica do Instituto do Câncer Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho

                   

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